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Deslizamento nos EUA tem 14 mortos e 176 desaparecidos

Postagem Feita Por: Jornal Esportivo
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Vista aérea da área atingida pelo deslizamneto de terra no estado de Washington. (Foto: Ted S. Warren/AP)

O número de mortos no gigantesco deslizamento de terra que no sábado (22) devastou uma localidade do estado de Washington subiu para 14 nesta segunda-feira (24), informou a polícia local, acrescentando que há 176 pessoas desaparecidas.
De acordo com o último relatório das autoridades, o deslizamento que atingiu a comunidade rural a nordeste de Seattle deixou 176 desaparecidos e não 108, como foi noticiado a princípio.
Segundo Travis Hots, chefe do Corpo de Bombeiros do condado de Snohomish, "ainda estamos no modo de resgate aqui, e a situação é muito preocupante". "Temos esperança de encontrar pessoas que ainda estejam vivas, mas não encontramos ninguém vivo desde sábado".
O diretor do Departamento de Controle de Emergências do condado, John Pennington, declarou que o número de desaparecidos deve ser considerado com cautela, já que inclui todas as pessoas que possam ter estado na área e não foram localizadas até o momento, mas que não desapareceram necessariamente no deslizamento.
Ele afirmou ainda que 49 casas de diversos tipos foram afetadas, e que, provavelmente, havia mais pessoas em suas casas do que o normal por se tratar de um fim de semana.
Segundo Pennington, "não significa" que os desaparecidos estejam mortos ou feridos.
Flores em homenagem às vítimas são deixadas sobre o banco de um veículo abandonado. (Foto: Joshua Trujillo/Seattlepi.com/AP)Flores em homenagem às vítimas são deixadas sobre o banco de um veículo abandonado. (Foto: Joshua Trujillo/Seattlepi.com/AP)
Escombros
Os escombros deixados pelo deslizamento alcançam uma área de cerca de 2,4 quilômetros de extensão, informou o jornal 'The Seattle Times'.
As equipes de resgate reportaram ter ouvido vozes pedindo ajuda no sábado (22), mas Host informou à imprensa que eles "não viram, ou escutaram sinais de vida" no domingo.
Um bebê de quatro meses e sua avó estão entre os desaparecidos, segundo médicos locais.
"Estamos empregando o máximo de pessoas possível", garantiu o governador de Washington, Jay Islee, que determinou estado de emergência para a área, em entrevista coletiva no domingo.
A área é tão irregular que alguns membros da equipe de resgate "ficaram presos literalmente até as axilas", e tiveram de ser resgatados, segundo Islee.
Ajuda federal 
O presidente Barack Obama declarou emergência no estado de Washington, o que permite a entrega de fundos federais para enfrentar a catástrofe.
A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) ajudará "a salvar vidas, a proteger a propriedade e a saúde, e a aliviar o impacto da catástrofe sobre o condado de Snohomish", destacou a Casa Branca.
Helicópteros, overcrafts e socorristas trabalham na zona, onde as operações de resgate são extremamente delicadas devido à instabilidade do terreno e ao risco de novos deslizamentos.
Equipes de resgate vasculham escombros em área atingida por um deslizamento de terra nos EUA. (Foto: Joshua Trujillo/Seattlepi.com/AP)Equipes de resgate vasculham escombros em área atingida por um deslizamento de terra nos EUA. (Foto: Joshua Trujillo/Seattlepi.com/AP)
Deslizamento em segundos
Entre os feridos, estão um bebê de seis meses e um homem de 81 anos, ambos hospitalizados em estado crítico em um hospital de Seattle, informaram médicos locais.
"O som foi como um trem de carga", contou Dan Young ao canal Komo4News. "Durou apenas 35, ou 45 segundos", acrescentou. Sua casa ficou inundada, mas permaneceu de pé.
"É muito pior do que todo o mundo está dizendo", declarou um bombeiro, que não quis se identificar, ao 'The Seattle Times'.
"O deslizamento teve 1,6 quilômetro de largura. Bairros inteiros desapareceram. Quando chegou ao rio (Stillaguamish), foi como um tsunami", descreveu.
A chuva tem sido particularmente forte na região das montanhas Cascade nas últimas semanas, e os serviços meteorológicos apostam em que a situação vai continuar pelos próximos dias.
A senadora Patty Murray (Washington) garantiu que haverá recursos federais para ajudar a região. Também aproveitou para agradecer aos socorristas e dar suas condolências às famílias da comunidade devastada.
Homens procuram pertences em casa destruída perto de Oso, Washington. Deslizamento de terra nos EUA deixa pelo menos 8 mortos (Foto: Genna Martin/The Herald/AP)

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Aline Riscado emprestou sua flexibilidade e seu corpo sarado para a nova campanha da grife Labellamafia. Em fotos divulgadas nesta segunda-feira, 24, a bailarina do "Domingão do Faustão" aparece fazendo várias posições de dança e quase mostra demais com uma camiseta cavada.
Aline Riscado (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)Aline Riscado mostra sua abertura de pernas (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)
Aline Riscado (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)E faz salto de dança (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)
Aline Riscado (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)Opa! Blusa quase mostra demais (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)
Aline Riscado (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)A dança de Aline (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)
Aline Riscado (Foto: Diogo Pedro/Labella Mafia)

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Frota no início do ano teve média de 14.764 veículos, a menor desde 2009. 
Prefeitura afirma que houve aumento de lugares com ônibus articulados.


Número de ônibus caiu no início de 2014 em comparação com o começo de 2013. (Foto: Márcio Pinho/G1)

A Prefeitura de São Paulo registrou em janeiro e fevereiro a menor frota de ônibus da cidade dos últimos cinco anos. A média mensal de ônibus e micro-ônibus no começo de 2014 foi de 14.764 veículos, 208 ônibus menos do que o verificado no início do ano passado, quando a cidade tinha 14.972 ônibus. O número é o mais baixo desde 2009, quando a cidade tinha 14.748 veículos.
A SPTrans afirma que a redução na frota não significa ônibus mais lotados. Isso porque o número de ônibus articulados aumentou de 914 para 1.324 veículos nos últimos anos.Os dados estão no site da SPTrans, órgão da Prefeitura que administra o serviço de ônibus, e dizem respeito ao total de ônibus cadastrados, incluindo veículos de reserva.
Cada um deles transporta 128 pessoas. A prefeitura afirmou ainda que, desde o ano passado, 111 ônibus foram incendiados na cidade, o que afetou o número de veículos cadastrados, e citou ainda a criação de 318 km de faixas exclusivas, o que "otimizou" o uso dos ônibus já que com mais velocidade eles voltam mais rapidamente ao início do trajeto.
Muitos usuários de ônibus da cidade reclamam, no entanto, que a criação das faixas não foi acompanhada de um aumento na quantidade e na frequência dos ônibus. Alguns relatam linhas superlotadas e culpam o corte de linhas feito pela prefeitura no redesenho que começou no ano passado.
Segundo a SPTrans, 141 linhas foram substituídas e 31 seccionadas (divididas em trechos). A administração municipal não fala em linhas "excluídas". A maioria das substituições, 84%, ocorreu na Zona Leste, onde a concessionária Itaquera Brasil foi descredenciada após seus funcionários fazerem diversas paralisações. Houve ainda a criação de 73 linhas.
A SPTrans afirma que o objetivo das mudanças é melhorar o transporte público. “A diminuição de sobreposições de trajetos e a criação de linhas mais curtas fazem parte das medidas que têm essa finalidade”, informou o órgão municipal em resposta aos questionamentos do G1.
A SPTrans diz ainda que os passageiros de trajetos alterados tiveram, de modo geral, “benefícios com a redução no tempo de viagem em boa parte das linhas”. E que continua monitorando as mudanças.
No entanto, a SPTrans resolveu suspender mudanças nas linhas após uma reunião pública entre o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, e o Movimento Passe Livre (MPL), em fevereiro. Integrantes do MPL criticaram a reorganização que vem sendo feita alegando que ela serve para aumentar o lucro das empresas, já que os empresários de ônibus ganham conforme o número de passageiros transportados. Ao final, Tatto prometeu não fazer novas alterações sem falar com a população.
Redução
A redução da frota entre 2013 e 2014 é pequena em termos percentuais, cerca de 1,5%. Já o número de passageiros por mês em média foi de 230 milhões entre janeiro e fevereiro, 5,4% do que no mesmo período de 2013.
A principal redução se deu em relação aos ônibus oferecidos pelas concessionárias (ônibus de tamanho convencional e os articulados). Em janeiro e fevereiro de 2014 foram 8.776 veículos deste tipo em média contra 8.988 nos primeiros dois meses de 2013. Já o número de micro-ônibus circulando na cidade sofreu pequena alteração.
A manicure Elisabete da Silva, de 52 anos, mora na Vila Clara, na Zona Sul e teve que alterar a sua rotina após a extinção de uma linha que ligava o Jardim Selma ao Terminal Princesa Isabel, no Centro.  “Agora eu preciso andar pelo menos 15 minutos até a Avenida Cupecê para pegar o Largo São Francisco”, contou. Ela tem a opção de pegar dois ônibus. “Eu posso pegar um ônibus até o Detran e outro até a Brigadeiro, mas não compensa. Eu fico 1 hora, 1h10 dentro do Largo São Francisco. Se eu pegar dois ônibus, eu não pago passagem, mas demoro 1h30, no mínimo”, estimou.
Edson, que aprovou a mudança no sistema (Foto: Letícia Macedo/G1)Edson, que aprovou a mudança no sistema.
A agente de relacionamento Cinthia Coelho, de 25 anos, disse que a linha que liga o Jardim Jova Rural até Santana, na Zona Norte, ficou muito mais lotada após o fim da linha Nova Galvão 172T. “A minha linha depois disso ficou muito uma ‘maravilha’. Nunca consigo me sentar. É comum a gente ficar pendurado na porta. Tem ônibus que vem tão cheio que nem para no ponto”, disse.
Já o despachante Edson Ribeiro dos Santos, de 38 anos, gostou da mudança. Ele disse que a restruturação nas linhas de ônibus na região de Aricanduva, na Zona Leste, e os corredores de ônibus trouxeram uma economia de tempo para fazer o trajeto até o trabalho, em Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.  “Para mim teve uma melhora. Eu pegava três ônibus para ir ao trabalho. Agora eu pego dois. O trajeto que eu levava até 2h30 para fazer, agora eu consigo fazer em até 1h30”, conta. Atualmente, ele pega um ônibus até o Terminal Parque D. Pedro II e outro até Congonhas.

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Foi inaugurado nesta sexta-feira (21), na Rua da Moeda, área central do Recife, o  Edificio Marco Pernambuco da Moda. O lugar, que fica no mesmo prédio da Secretaria de Planejamento, vai funcionar como uma espécie de incumbadora para empresas do setor texil e confeções. O espaço também vai sediar palestras sobre inteligencia mercadologica para o setor. 

Rubro-negros: Pernambucano ou Nordestão?

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Lançado no ar, a pergunta vira um dilema para o torcedor rubro-negro: ser tricampeão nordestino ou conquistar o 40º titular pernambucano e ainda impedir o tetra do Santa Cruz? Foi difícil encontrar alguém na Ilha do Retiro que conseguisse resolver ser objetivo e responder na lata. O treinador rubro-negro reconhece a importância dos dois títulos e afirma que as duas conquistas, apesar de ter significados diferentes, têm o mesmo peso para o elenco.

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Com a chegada da noite, autoridades da Austrália suspenderam nesta sexta-feira pelo segundo dia consecutivo suas operações de busca de dois objetos misteriosos que podem ou não ser partes do avião desaparecido do voo MH370 da Malaysia Airlines. O país está 12 horas à frente do Brasil.

AP
Militares da Força Aérea da Austrália participam de buscas por avião desaparecido da Malásia (20/3)

Na quinta-feira, as buscas tiveram de ser interrompidas por causa do mau tempo. Cinco aviões militares e civis, além de embarcações, estão envolvidos na operação. "Trata-se do local mais inacessível que se pode imaginar na face da Terra. Mas se há algo lá, vamos encontrar", afirmou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, em visita a Papua Nova Guiné. "Nós devemos isso às famílias", acrescentou.
As dificuldades da região também foram ressaltadas pelo ministro da Defesa australiano, David Johnston, que em conversa com jornalistas na quinta-feira definiu o local de buscas como um dos "mais isolados do mundo".
Na quinta-feira, a Austrália anunciou que imagens de satélite identificaram objetos que podem ser destroços da aeronave a 2,5 mil quilômetros da cidade australiana de Perth, no sudoeste do país. Um dos objetos teria 24 metros de comprimento.
Pouca visibilidade
"As condições climáticas (na quinta) eram tão ruins que não conseguimos ver quase nada durante a viagem", resumiu o capitão do primeiro voo da Força Aérea Australiana que chegou ao lugar onde o satélite identificou os objetos.                                                  
Se as condições encontradas pelos primeiros pilotos não foram boas, a situação que os barcos de resgate devem enfrentar no mar também deve ser complicada. O local, segundo especialistas, é um dos mais remotos do planeta.
Geoffrey Thomas, especialista australiano em assuntos aeronáuticos, disse à BBC que, caso se confirme que os objetos pertencem ao avião desaparecido, a operação de resgate poderá ser definida como uma "missão impossível". "Essa é uma das regiões mais difíceis para realizar as buscas. As ondas podem atingir 30 metros de altura e a profundidade pode chegar a 3 mil metros", afirmou.
O professor de Oceanografía da Universidade da Austrália Ocidental Chartiha Pattiaratchi disse à agência Reuters que as equipes de resgate têm de chegar a uma região conhecida como Naturalist Plateau, com área de cerca de 250 quilômetros de comprimento por 400 de largura. "Aonde quer que vá, a profundidade é grande", acrescentou Pattiaratchi.
O oceanógrafo Gan Jianping, da Universidade de Ciência e Tecnología de Hong Kong, disse à agência AFP que "a corrente no local é uma das mais fortes do mundo, com movimentos rápidos de um metro por segundo".
'Esperança e desespero'
A primeira embarcação a chegar à zona de buscas foi a norueguesa St. Petersburg, que foi desviada de sua rota no sul da África. Outros dois navios, um deles da Austrália, também estão a caminho.

AP
Parente de passageiros chineses de voo desaparecido da Malásia enxuga suas lágrimas em sala de estar de hotel em Pequim, China

A China também está enviando três embarcações. Segundo o Centro Nacional Marítimo de Buscas e Resgate do país, um quebra-gelo chinês ancorado em Perth também deverá se unir à missão.
Enquanto continua a incerteza quanto ao paradeiro do voo MH370, as famílias dos passageiros descreveram à BBC como têm passado os últimos dias. "Esperança e desespero", definiu Bimal Sharma, um capitão da marinha mercante cuja irmã Chandrika estava no avião.
Sharma disse que as especulações de que o avião teria sido desviado intencionalmente lhe deram esperança de que a aeronave não tenha caído. "É muito difícil, tempos muito difíceis, de muito estresse."

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    Após mais de uma semana de desaparecimento do voo MH370, a Austrália anunciou ter identificado em imagens de satélite do mar dois grandes objetos, em uma área a 2.500 km da costa sudoeste do país.
    Nesta quinta-feira, autoridades australianas afirmaram que os objetos podem ser a "melhor pista" encontrada até agora sobre o que aconteceu com o avião da Malaysia Airlines.
    Noruega, Nova Zelândia e Estados Unidos auxiliam nas buscas pelos objetos, mas os trabalhos foram interrompidos com o cair da noite, sem que os objetos tenham sido avistados.
    Segundo as equipes envolvidas, o mau tempo tem prejudicado seu trabalho e espera-se que eles possam ser retomados na sexta-feira.
    Enquanto isso, continuam a circular diversas teorias sobre o voo MH370 em fóruns online e nas mídias sociais. A BBC conversou com ex-pilotos e especialistas em aviação para analisar algumas dessas teorias.
    O governo da Malásia diz que o avião - com 239 pessoas a bordo - foi tirado de sua rota intencionalmente e pode ter voado ao norte ou ao sul de sua última localização conhecida.
    O Departamento de Aviação Civil malaio afirmou que sinais do avião foram recebidos seis horas depois de um radar militar ter detectado-o pela última vez, no estreito de Malacca, às 2h15 locais de 8 de março.
    Confira dez teorias - com diferentes graus de probabilidade - sendo debatidas sobre o rumo do MH370:

    1) Aterrissagem nas ilhas Andaman

    Em determinado momento, acreditou-se que o avião parecia ter seguido em direção às ilhas de Andaman e Nicobar, no extremo leste da Índia, entre a Indonésia e a costa da Tailândia e Mianmar.
    Há relatos de que um radar militar local não estava operando.
    O editor de um jornal das ilhas disse à ao canal CNN que o avião teria sido avistado ou monitorado pelo Exército indiano - e não passaria despercebido.
    Mas o local é isolado: há mais de 570 ilhas, 36 das quais são inabitadas. Se o avião tiver sido sequestrado, ali poderia ser um local adequado - ainda que muito difícil - para pousá-lo em segredo, diz o ex-piloto Steve Buzdygan.

    2) Voo ao Cazaquistão

    A república centro-asiática está no extremo norte da extensão das buscas, então hipoteticamente o avião poderia ter pousado ali.
    Para Sylvia Wrigley, autora do livro Why Planes Crash (Por que aviões se acidentam, em tradução livre), diz que pousos no deserto são possíveis e até mais prováveis do que um pouso em uma praia.
    Ilhas Andaman
    Ilhas Andaman, na Índia, seriam possível destino
    A ausência até agora de um manifesto detalhando a carga do avião despertou rumores de que a aeronave transportasse itens de grande valor - e passageiros supostamente bilionários -, um possível motivo para sequestro.
    Mas o órgão de aviação civil do Cazaquistão argumenta, em comunicado enviado à Reuters, que o avião teria sido detectado se aparecesse ali. E há um problema ainda mais óbvio: o avião teria de ter cruzado os espaços aéreos de países como Índia, Paquistão e Afeganistão - que costumam monitorar cuidadosamente os voos por razões militares.
    Ainda assim, é possível que haja falhas nos sistemas de radar em alguns desses países nessa rota da Ásia Central, argumenta Wringley. "Muitos equipamentos envelhecem" e podem deixar passar informações, ela diz.

    3) Voo ao sul

    O último sinal de satélite sugere que o avião continuou operacional por ao menos cinco ou seis horas após sair do alcance do radar malaio. Para Normal Shanks, ex-chefe de segurança da empresa aeroportuária BAA e professor de segurança aérea na Universidade de Coventry, no Reino Unido, a rota sul seria mais provável para um avião não detectado por radares.
    A rota sul leva a grandes espaços abertos no oceano Índico e a áreas desabitadas da Austrália.
    Sem saber o motivo do desaparecimento, é difícil especular o destino final do avião. Mas uma hipótese é que ele tenha voado até seu combustível acabar e se acidentado no mar ao norte da Austrália.

    4) Pouso no deserto Taklamakan, noroeste da China

    Há especulações de que o avião tenha sido tomado por separatistas uigures muçulmanos do oeste chinês. Dos 239 passageiros do voo, 153 eram cidadãos chineses. E a teoria é que ele tenha pousado no deserto de Taklamakan, em pleno território uigur.
    A região, um dos maiores desertos do mundo, é um amplo espaço escassamente povoado.
    Em 15 de março, autoridades malaias informaram à BBC que uma locação possível do avião era justamente algum lugar na fronteira entre China e Quirguistão.
    Mas, novamente, essa teoria implica que os radares de vários países falharam.

    5) Voo em direção às ilhas Langkawi

    A ausência de comunicação e do transponder poderia ser explicada por um incêndio, sugeriu o blogueiro de aviação Chris Goodfellow, argumentando que a guinada à esquerda feita pelo avião (desviando-se de sua rota a Pequim) poderia ser por algum incidente a bordo e pela busca de um aeroporto próximo.
    Goodwfellow afirma que esse aeroporto poderia ser o da ilha de Palau Langkawi, uma faixa de 4 mil metros no arquipélago Langkawi, na costa noroeste da Malásia.
    Mas essa teoria está sendo contestada. Uma mudança de rota feita durante uma emergência provavelmente seria feita com o controle manual. Mas a guinada à esquerda foi, segundo apuração do New York Times, operada eletronicamente. Além disso, imagina-se que a tripulação teria comunicado o eventual incêndio à torre de controle.

    6) O avião está no Paquistão

    O empresário midiático Rupert Murdoch tuitou que o avião poderia "estar escondido no norte do Paquistão, como (Osama) Bin Laden".
    O Paquistão negou que isso fosse possível, alegando que seus radares não detectaram o avião.
    Deserto de Taklamakan
    Uma hipótese envolve sequestro da aeronave por uigures, que teriam levado o avião a Taklamakan
    Assim como a teoria do Cazaquistão, essa parece improvável pelo fato de o espaço aéreo na fronteira Paquistão-Índia ser fortemente vigiado por radares militares. E, apesar de ser uma região remota e sem lei, o norte paquistanês é acompanhada de perto por satélites e aeronaves não-tripuladas.

    7) O avião se escondeu na sombra de outra aeronave

    O blogueiro de aviação Keith Ledgerwood argumenta que o MH370 escondeu-se dos radares na sombra do voo 68 da Singapore Airlines, que estava próximo.
    Ele acredita que o voo poderia ter escondido o da Malaysia Airlines em uma passagem pelos espaços aéreos de Índia e Afeganistão.
    O voo 68 rumou à Espanha. O MH370 poderia ter se desviado dessa rota no meio do caminho, argumenta. "Há várias localidades ao longo do caminho do voo 68 em que (o MH370) poderia ter interrompido contato e rumado para Xinjiang (área uigur na China), Quirguistão ou Turcomenistão", diz.
    Hugh Griffiths, especialista em radares da Universidade College London, diz que a teoria é factível. Mas há diferenças entre radares militares e civis: os civis usam o transponder da aeronave; os militares usam radares primários que implicam em resolução maior e possivelmente perceberiam se dois aviões passassem por ele, mesmo que próximos. A questão é como isso seria interpretado pelos observadores em terra - e se a informação seria descartada ou não.

    8) Houve briga a bordo

    O avião voou de forma errática, acima de seu "teto" e depois abaixo. Para Buzdygan, as grandes flutuações em altitude sugerem que houve alguma briga.
    Após o 11 de Setembro, portas da cabine foram reforçadas para evitar sequestros, mas ainda há cenários possíveis em que criminosos poderiam ter entrado ali - e o piloto pode ter voado de forma agressiva para resistir e confundir os sequestradores, defende Buzdygan.

    9) Os passageiros foram mortos deliberadamente por descompressão

    Outra teoria defende que o avião subiu a 45 mil pés para matar os passageiros rapidamente, diz o ex-navegador da Força Aérea Britânica Sean Maffett. O suposto motivo seria impedir que usassem celulares quando o avião descesse.
    A 45 mil pés, o Boeing 777 está muito acima de sua altitude operacional normal, o que poderia despressurizar a cabine, diz Maffett.
    Máscaras de oxigênio cairiam automaticamente, mas o gás acabaria após 12 a 15 minutos. Os passageiros ficariam inconscientes e morreriam, ele prossegue. Mas quem quer que estivesse no controle da situação teria o mesmo fim - a não ser que tivesse acesso a algum outro suprimento de oxigênio.

    10) O avião voltará a decolar para ser usado em ataque terrorista

    Uma das teorias mais bizarras diz que o avião foi roubado por extremistas para cometer um atentado semelhante ao de 11 de Setembro. A aeronave teria pousado, sido camuflada e ganho um novo transponder - para então decolar e atacar algum alvo.
    Maffett diz que tal operação seria muito difícil, ainda que não possa ser descartada. "Estamos num ponto em que cenários muito difíceis devem ser considerados, já que as opções sensatas parecem ter sido eliminadas."
    Mas há quem diga que, mesmo que o avião tenha conseguido pousar, ele dificilmente estaria em bom estado suficiente para decolar de novo.

    Outras teorias

    Há outras teorias que estão sendo discutidas, muitas delas consideradas pouco plausíveis.
    Uma delas especula que um incêndio, provavelmente causado por um curto-circuito ou por um superaquecimento de um dos pneus do avião durante a decolagem, gerou fumaça na cabine logo após a tripulação se comunicar pela última vez com os controles de tráfego aéreo.
    Por isso, o piloto teria desviado de sua rota e buscado a pista mais próxima para um pouso de emergência, enquanto desligava os equipamentos, como o transponder, para isolar o problema.
    A fumaça gerada pelo incêndio teria dominado a cabine, o que teria feito com que o avião seguisse em piloto automático, sobrevoasse o arquipélago de Langkawi, onde estaria a pista, e avançasse sobre o Oceano Índico, onde o combustível teria acabado e o avião, caído.
    Popular em redes sociais e repercutida por órgãos da imprensa americana, a teoria foi rapidamente desconsiderada. Segundo especialistas, o avião continuou a ser manobrado depois de passar por Langkawi.
    Outra teoria diz que, se o avião tivesse rumado ao norte, provavelmente teria sido derrubado em algum dos países cujos espaços aéreos poderia ter cruzado, mas o país culpado por isso se recusa a admitir ter feito isso por causa da repercussão negativa que isso teria.
    Acredita-se que o avião possa ter cruzado os territórios de Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Paquistão, Bangladesh, Índia, China, Mianmar, Laos, Vietnã ou Tailândia.
    Após o 11 de Setembro, aeronaves que entram em espaços aéreos soberanos costumam ser alvejadas, diz Maffett.
    Mas há falhas nessa teoria. Primeiro, o avião ainda teria de ter passado por diversos radares; além disso, o país responsável por sua derrubada conseguiria acobertar isso até que ponto?
    Outras improváveis teorias da conspiração circulam online - uma delas de que os EUA teriam "capturado" o avião e levado a uma base no meio do Índico; outra, de que os "sequestradores" do avião contaram com a ajuda de algum governo (ou operador de radar) autoritário.
    Novamente, questionam-se a complexidade e a dificuldade em manter isso em segredo por tanto tempo. E qual seria o motivo para tal ação?